26/09/2009
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Berlim,
Fotografia
17/09/2009
30/07/2009
27/07/2009
Berlin Preview
Potsdamer PlatzNo próximo semestre irei mudar-me para Berlim, onde irei estudar na Technische Universität, ao abrigo do programa Erasmus, ou seja, estarei de volta no final do próximo ano lectivo.
Entretanto decidi colocar aqui algumas imagens que recolhi em Fevereiro, quando lá estive. Assim espero ir aguçando a minha ansieadade e o vosso desejo de acompanharem a minha estadia na capital alemão. Fica portanto aqui a promessa de ir mostrando Berlim através dos meus olhos.
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20/07/2009
17/07/2009
Um Novo Estado Novo...?

Li no jornal há uns dias atrás que aquela persnoagem ignóbil que comanda o Arquipélago da Madeira, proferiu mais uma das suas brilhantes tiradas, perante as quais a melhor solução será uma gargalhada estridente. Assim mitigamos a vontade de chorar quando nos recordamos das bestas que nos governam. E assim é porque nós merecemos, nós portugueses.
Desta vez o tio Alberto, defendeu que o comunismo deveria ser proibido na Constituição. Ora sabemos que o comunismo falhou redondamente. Mas isso não significa que a ideologia seja intrinsecamente má, até pelo contrário, é talvez a melhor, no entanto não funciona. Haverá sempre uma vil tentação pelo poder e a igualdade não passará de um triste nivelamento por baixo, impedindo quaisquer aspirações.
O que é verdadeiramente assustador, é que nos últimos tempos tem havido um discurso saudosista desenterrando o nosso velho Estado Novo. Aquela outra senhora que exala competência e seriedade (competente não sei, séria sim senhora) Manuela Ferreira Leite cometeu uma "gaffe" muito reveladora (que de "gaffe" não tem nada) afirmando que só com a interrupção temporária da democracia seria possível "endireitar" o país. Ora há mais de 80 anos foi isso que aconteceu e o país asfixiou durante 48 anos. Ainda há que frisar, aquele concurso organizado pela RTP, O Melhor Português de Sempre. Como é possível alguma vez na vida considerar Salazar o melhor português de sempre? Ele que o mais longe que alguma vez foi, foi Badajoz! Ele que numa época em que Portugal era um "imenso império" nunca visitou uma única colónia! Não admira que ele tenha arrastado o país para uma guerra estúpida, contra a merecida autonomia dos povos carinhosamente tratados pelo colonialismo português.
Sinceramente tenho pena, verdadeira e honesta pena, das muitas pessoas (não quero dizer os portugueses, porque afinal apenas era um programa televisivo) que se revêem neste avaro chefe de Estado. Chega de saudosismos idiotas de um tempo em que a vida NÃO era melhor. Será que as pessoas esquecem assim tão facilmente? Ou então a vidinha que tinham era-lhes suficiente, e mais uma vez, que pena...
A nossa democracia está doente. Mas assim é porque NÓS deixámos. Já passou o tempo do pessimismo, as coisas vão piorar. Mas e agora? O que fazer? Uma coisa é certa, em momentos de crise profunda não podemos pôr em stand-by valores alienáveis.
Sejamos mais exigentes. Façamos ouvir o nosso descontentamento, não apenas no café ou no sofá, em manifestações que paralisam em vez de ajudarem de facto o país. Ajamos. Trabalhemos mais e melhor. Patriotismo não é gritar pelo Cristiano Ronaldo oum pendurar uma bandeira made in China na marquise! Patriotismo é sermos bons, bons no que fazemos, bons para com os outros.
O importante é que se faça alguma alguma coisa. Não paremos. Estagnar é morrer.
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09/07/2009
Sobre Rodas e Pedais

Após ter iniciado a minha vida de ciclista, há muito adiada, por medo das colinas e/ou também preguiça, recomendo uma vista de olhos a este blog para quem quer começar a usar a bicicleta mas ainda não teve o empurrão (mesmo depois de ter visto o Home, foi graças a ele que eu comecei!).
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05/07/2009
HOME de Yann Arthus Bertrand
Recomendo a todos que assistam a este documentário, para além de nos mostrar imagens absolutamente extraordinárias do nosso planeta, é impossível ficarmos indiferentes.
Agora ando de bicicleta e quero ir de comboio para Berlim, porque a mudança começa nas pequenas coisas e porque não é possível pedirmos ou exigirmos aos outros algo que não sejamos capazes, ou não façamos realmente.
Porque este Planeta é a nossa Casa, e não temos mais para onde ir.
Porque este Planeta é maravilhoso, e nos proporciona tudo o que necessitamos.
Porque somos todos seres vivos, e todos temos impacte no mundo que nos rodeia.
Vejam, e movam-se.
http://www.youtube.com/homeproject
Agora ando de bicicleta e quero ir de comboio para Berlim, porque a mudança começa nas pequenas coisas e porque não é possível pedirmos ou exigirmos aos outros algo que não sejamos capazes, ou não façamos realmente.
Porque este Planeta é a nossa Casa, e não temos mais para onde ir.
Porque este Planeta é maravilhoso, e nos proporciona tudo o que necessitamos.
Porque somos todos seres vivos, e todos temos impacte no mundo que nos rodeia.
Vejam, e movam-se.
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24/06/2009
02/06/2009
Recordações de Infância
Este vídeo trouxe-me à memória um mundo que já passou, mas, ao revisitá-lo, tornou-se tão presente e real. Apenas gostaria de partilhar o vídeo, sabendo que não irá despoletar o mesmo que em mim despoletou. No entanto vale mesmo a pena vê-lo. É muito bom.
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08/03/2009
03/03/2009
06/02/2009
04/02/2009
As Quatro Estações, Verão
Como tenho ouvido este andamento em repeat queria partilhá-lo, acompanhado de uma animação de Ferenc Cakó.
21/01/2009
13/01/2009
03/01/2009
25/11/2008
20/11/2008
Meu Amigo
A aparência
é apenas um vestido que levo,
um vestido cuidadosamente urdido
que me protege das tuas perguntas,
e a ti do meu desinteresse.
O "eu" que há em mim,
meu amigo,
vive na casa do silêncio,
e ali ficará sempre,
irreflectido, impraticável.
Não te levarei a a creditar no que digo,
nem a confiar no que faço,
porque as minhas palavras mais não são que os teus prórprios pensamentos
convertidos em som,
e as minhas obras
são as tuas próprias sentenças
materializadas em actos.
Quando dizes:
- O vento sopra de Leste,
digo:
- Sim, sopra sempre de Leste;
mas não quero que saibas
que então o meu espírito
não se ocupa do vento,
mas sim do mar.
Tu não podes entender os meus pensamentos,
filhos do mar,
nem me interessa que os compreendas.
Prefiro continuar sozinho
com o mar.
Meu amigo,
quando para ti é dia,
para mim é noite;
mas nem por isso deixo de falar-te
da luz do dia que banha os cumes
nem da sombra cor de púrpura
que avança pelos vales;
porque tu não podes ouvir
as canções da minha obscuridade,
nem podes ver as minhas asas
adejando contra as estrelas;
e não me interessa que ouças ou vejas
o que há em mim.
Prefiro estar sempre
sozinho na noite
Quando sobes ao teu céu,
desço ao meu inferno.
Então chamas-me
através
do abismo intransponível
que há entre ti e mim:
- Companheiro! camarada!
e eu respondo:
porque não quero
que vejas o meu inferno.
Ficarias cego com as chamas,
e asfixiado pelo fumo.
E eu amo demasiado o meu inferno
para te deixar visitá-lo.
Prefiro estar sozinho no meu inferno.
Tu amas a Verdade, a Beleza, a justiça,
e eu para te comprazer
digo que estou de acordo contigo
e que está certo
que ames essas coisas.
Mas no fundo do meu coração,
rio-me do teu amor por elas.
Contudo, escondo-te o meu riso,
porque prefiro rir-me sozinho.
Meu amigo,
és bom, prudente e sensato;
mais ainda, és perfeito.
Por mim, falo contigo
com sensatez e cautela, mas...
estou louco.
Oculto é a minha loucura
com uma máscara.
Prefiro estar louco sozinho.
Meu amigo,
não és meu amigo.
Mas como fazer-te
compreender isto?
O meu caminho
não é o teu caminho,
e, contudo, caminhamos juntos,
de mãos dadas.
Khalil Gibran, O Louco, Editorial A. O., 1989
é apenas um vestido que levo,
um vestido cuidadosamente urdido
que me protege das tuas perguntas,
e a ti do meu desinteresse.
O "eu" que há em mim,
meu amigo,
vive na casa do silêncio,
e ali ficará sempre,
irreflectido, impraticável.
Não te levarei a a creditar no que digo,
nem a confiar no que faço,
porque as minhas palavras mais não são que os teus prórprios pensamentos
convertidos em som,
e as minhas obras
são as tuas próprias sentenças
materializadas em actos.
Quando dizes:
- O vento sopra de Leste,
digo:
- Sim, sopra sempre de Leste;
mas não quero que saibas
que então o meu espírito
não se ocupa do vento,
mas sim do mar.
Tu não podes entender os meus pensamentos,
filhos do mar,
nem me interessa que os compreendas.
Prefiro continuar sozinho
com o mar.
Meu amigo,
quando para ti é dia,
para mim é noite;
mas nem por isso deixo de falar-te
da luz do dia que banha os cumes
nem da sombra cor de púrpura
que avança pelos vales;
porque tu não podes ouvir
as canções da minha obscuridade,
nem podes ver as minhas asas
adejando contra as estrelas;
e não me interessa que ouças ou vejas
o que há em mim.
Prefiro estar sempre
sozinho na noite
Quando sobes ao teu céu,
desço ao meu inferno.
Então chamas-me
através
do abismo intransponível
que há entre ti e mim:
- Companheiro! camarada!
e eu respondo:
porque não quero
que vejas o meu inferno.
Ficarias cego com as chamas,
e asfixiado pelo fumo.
E eu amo demasiado o meu inferno
para te deixar visitá-lo.
Prefiro estar sozinho no meu inferno.
Tu amas a Verdade, a Beleza, a justiça,
e eu para te comprazer
digo que estou de acordo contigo
e que está certo
que ames essas coisas.
Mas no fundo do meu coração,
rio-me do teu amor por elas.
Contudo, escondo-te o meu riso,
porque prefiro rir-me sozinho.
Meu amigo,
és bom, prudente e sensato;
mais ainda, és perfeito.
Por mim, falo contigo
com sensatez e cautela, mas...
estou louco.
Oculto é a minha loucura
com uma máscara.
Prefiro estar louco sozinho.
Meu amigo,
não és meu amigo.
Mas como fazer-te
compreender isto?
O meu caminho
não é o teu caminho,
e, contudo, caminhamos juntos,
de mãos dadas.
Khalil Gibran, O Louco, Editorial A. O., 1989
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Poesia
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